Há quatro dias minha vida passou na tela de um vídeo,literalmente.
Foi uma videolaparoscopia (olhadinha pra ver se todas as letras estão no lugar,rs).
Por ironia ou não, o médico me 'brindou' com uma cópia em DVD-3D em que é possível ver todo o procedimento.
Cool! :)
Não, eu não vou postar no Youtube nem exibir a quem vier me visitar! Seria bizarro demais e invasão de privacidade total, vamos com calma! rs.
A coisa mais engraçada disso tudo é que percebi o quanto a vida está por um fio:
Em alguns momentos me faltou o ar,recebi ar enlatado... e se aquele aparelho falhasse?
Várias vezes fui dopada com morfina a fim de aplacar a dor lancinante... e se o coração desistisse?
Fui inflada com gás CO²... e se o gás não fosse de todo eliminado?
Deus me quis ainda aqui, que bom!
E sede agradecidos!
S I L E N C I O S I D A D E
"Sou apenas um tradutor de silêncios" Mia Couto
terça-feira, 26 de outubro de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
versinhos à Diná!
com vozes de outrora compõe frases hodiernas,
tem voz mansa e fala bonito,
pretérito mais-que-perfeito composto, porque o simples é deveras simples
se puderes alcançá-la
ser-lhe-às grato pela vida afora...
Alvíssaras, a Língua Portuguesa a ti rende louvores!
tem voz mansa e fala bonito,
pretérito mais-que-perfeito composto, porque o simples é deveras simples
se puderes alcançá-la
ser-lhe-às grato pela vida afora...
Alvíssaras, a Língua Portuguesa a ti rende louvores!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
subway day by day
à caminho do trabalho, condução lotada como de costume
cidade grande é mesmo assim, acostuma-se com tudo
um senhor posiciona-se à minha frente,
parece que vai descer na próxima estação.
o trem para e ele lá fica, estagnado
pensei que descia mas não ousa fazê-lo
atrapalha-me a saída,
que estupidez, meu senhor!
estar assim gratuitamente a atrapalhar a passagem alheia?
desço, enfim.
o trem segue e a cidade para.
o senhor que me atrapalhara a descida, sorri...
ouvir não pode pois lhe faltam os tímpanos.
cidade grande é mesmo assim, acostuma-se com tudo
um senhor posiciona-se à minha frente,
parece que vai descer na próxima estação.
o trem para e ele lá fica, estagnado
pensei que descia mas não ousa fazê-lo
atrapalha-me a saída,
que estupidez, meu senhor!
estar assim gratuitamente a atrapalhar a passagem alheia?
desço, enfim.
o trem segue e a cidade para.
o senhor que me atrapalhara a descida, sorri...
ouvir não pode pois lhe faltam os tímpanos.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Acelerou!
Brigavam todos os dias.
Sorriam para os vizinhos.
Comiam feito animais.
E o tempo passava lentamente...
Choravam escondido um do outro.
Sentiam saudades dos tempos bons.
Dormiam feito dois estranhos.
E o tempo passava lentamente...
Amavam as mesmas coisas.
Trabalhavam no mesmo lugar.
Dançavam as mesmas músicas.
E o tempo passava lentamente...
Um dia resolveram mudar.
Mudaram em muitos aspectos: passaram a comer vagarosamente, a sorrir um para o outro, a dormir abraçadinhos...
E o tempo acelerou!
Sorriam para os vizinhos.
Comiam feito animais.
E o tempo passava lentamente...
Choravam escondido um do outro.
Sentiam saudades dos tempos bons.
Dormiam feito dois estranhos.
E o tempo passava lentamente...
Amavam as mesmas coisas.
Trabalhavam no mesmo lugar.
Dançavam as mesmas músicas.
E o tempo passava lentamente...
Um dia resolveram mudar.
Mudaram em muitos aspectos: passaram a comer vagarosamente, a sorrir um para o outro, a dormir abraçadinhos...
E o tempo acelerou!
sábado, 10 de abril de 2010
De duas vidas, uma se fez!
Eram mais do que amantes, amigos, enfim
Eram um só, nada mais!
Queriam-se em afinidades tais
deitavam-se em verdes paisagens oníricas
Sonhavam que eram pássaros a ganhar os céus dos céus... e assim o eram.
Pensavam em todos, lembravam de si
Corriam em muitos ideais, e não tinham nenhum ao mesmo tempo
E o tempo passava, os envolvia, os consumia...
De duas vidas, uma se fez!
e encheu-se o lar da mais tenra alegria
E o mundo todo abençoou essa celebração da vida,
que quanto mais se multiplica, mais se torna una...e única!
Eram mais do que amantes, amigos, enfim
Eram um só, nada mais!
Queriam-se em afinidades tais
deitavam-se em verdes paisagens oníricas
Sonhavam que eram pássaros a ganhar os céus dos céus... e assim o eram.
Pensavam em todos, lembravam de si
Corriam em muitos ideais, e não tinham nenhum ao mesmo tempo
E o tempo passava, os envolvia, os consumia...
De duas vidas, uma se fez!
e encheu-se o lar da mais tenra alegria
E o mundo todo abençoou essa celebração da vida,
que quanto mais se multiplica, mais se torna una...e única!
sexta-feira, 26 de março de 2010
Crise II
A vida dele se resumia a duas coisas:
trabalho era a primeira,
a vida toda, a outra coisa.
Trabalhava feito louco,
dia e noite, sem descanso
E a vida, a outra, levava...
Veio a crise, de mansinho
E levou-lhe tudo de uma vez
A vida que pensava ter,
e o trabalho que o fazia viver...
trabalho era a primeira,
a vida toda, a outra coisa.
Trabalhava feito louco,
dia e noite, sem descanso
E a vida, a outra, levava...
Veio a crise, de mansinho
E levou-lhe tudo de uma vez
A vida que pensava ter,
e o trabalho que o fazia viver...
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