Não vou me render!
Resistirei bravamente até que caia a última gota,
até que transbordem os mares todos...
Não, não vou me render,
andarei de braços dados com a lua e os sonhos,
desvarios mil em noites mal dormidas e mal sonhadas
Ainda que tentem me levar a alma,
não vou me render,
Por mais que me invadam a privacidade tão fugidia
banhando-me com informações repletas de inverdades
e me violentem a vontade de resistir,
ainda assim não vou me render...
Não vão me arrancar os diferentes modos de sentir,
Resistirei ainda por mais um tempo, ainda, por mais um pouco de tempo
Até que da madrugada veja surgir os primeiros raios de um sol libertador...
sábado, 20 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Fundição

Nunca se sai ileso da vida de outra pessoa.
Isso é asserção, tão afirmativa quanto os silogismos.
Bebe-se do outro cada beijo com afinco e ternura,
Estampam-se em cada um as marcas indeléveis das risadas,
As farras e coisas gostosas do dia-a-dia
Indescritíveis coisas, enfim.
Marcados a ferro, ficam os indícios da paixão que já se foi
Lembranças perenes, tangíveis
D'alma embebida em pensamentos mil,
Cantos de musas silenciosas, cheiros de harpas em desvarios..
Nunca se sai ileso da vida de outra pessoa.
Leva-se o mimo,
O carinho inesperado no meio da noite chuvosa,
A delícia de um sussurro em tons de fá
Doa-se a magia de ter e estar num mesmo ser, ao mesmo tempo
Um mundo de opções fantástico-maravilhosas
Permanência de estados, fusão de alegrias
Da vida e das coisas
Fundem-se meios,
Surgem pessoas, outras.
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